quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Direito Aduaneiro e Comércio Exterior: Sistema Harmonizado versão 2012: algumas observaçõ...
A versão em vigor é resultado do trabalho de revisão, concluído em junho de 2009, pelo Conselho de Cooperação Aduaneira, da Organização Mundial das Alfândegas (OMA), instituição intergovernamental que tem como foco questões aduaneiras. Desde então, foram adotadas as medidas para que as alterações pudessem ser incorporadas às nomenclaturas vigentes nos países que a utilizam.
As atualizações decorrem da necessidade de manter a nomenclatura compatível com as mudanças tecnológicas ou mesmo em função do aumento ou redução do comércio de determinados produtos, que possam demandar a criação ou a eliminação de classificações específicas, uma vez que a nomenclatura tem entre suas funções servir de base para sistemas de estatísticas.
De acordo com nota divulgada pela OMA, a revisão do SH 2012 incluiu 220 conjuntos de emendas, distribuídos da seguinte forma segundo o setor:
1.Agrícola = 98
2.Químico = 27
3.Papel = 9
4. Têxtil = 14
5. Metais = 5
6. Maquinário = 30
7. Outros setores = 37
Uma das características do SH 2012 é a criação de novas subposições para produtos controlados pela Convenção de Roterdã (sobre produtos perigosos) ou pelo Protocolo de Montreal (sobre substâncias que afetam a camada de ozônio).
As emendas suprimiram 43 subposições em decorrência do baixo volume de comercialização. Por outro lado, produtos com incremento no comércio foram contemplados com a definição de codificação específica na nomenclatura.
No caso do Brasil, as alterações da Emenda 2012 do SH são analisadas e adaptadas para incorporar a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Além da tradução do texto, existe ainda a necessidade de alinhar tarifas nacionais para os códigos criados.
A alteração da codificação e da descrição da nomenclatura do SH implica a atualização das Notas Explicativas do Sistema Harmonizado, porém, sem a mesma obrigatoriedade de que entre em vigor na mesma data entre as partes contratantes.
Processo de consulta
A aprovação da nova nomenclatura – ou mesmo em qualquer momento que se tenha a necessidade de classificar uma mercadoria – pode levar a dúvida sobre a adequada codificação a ser adotada.
Para que não ocorram erros, a alternativa é protocolar uma consulta sobre a classificação fiscal de mercadoria na unidade da Receita Federal do Brasil do domicílio fiscal do contribuinte. O processo, que requer o atendimento de um roteiro específico, é o recurso oficial para saber o código em que o produto se enquadra.
O processo de consulta exige informações detalhadas sobre a mercadoria, entre as quais o nome vulgar, comercial, científico e técnico; marca registrada, modelo, tipo e fabricante; função; princípio e descrição resumida do funcionamento; aplicação, uso ou emprego; processo industrial; catálogos, literaturas, fotos, desenhos e outros meios que possam apresentar as características do artigo.
Quem promover o processo de consulta será responsável por providenciar a tradução de textos sobre a descrição e características do produto, que constem de catálogos técnicos, bulas ou outros meios usados para detalhar o produto. O processo não exige que sejam anexadas amostras, mas o órgão de avaliação poderá solicitar sua apresentação quando julgar necessário.
Atenção!
Os erros mais frequentes na classificação fiscal de mercadorias são:
a.Efetuar a classificação tendo por base descrições adotadas para fins de informações tributárias, anuências e outros procedimentos. Por exemplo, destaques de produtos para tratamento de ICMS, especificações sobre acordos internacionais, descrição indicativa de medidas antidumping ou compensatórias. Embora os normativos tenham por base a classificação fiscal para amparar o tratamento que definem, nem sempre o enquadramento está adequado à nomenclatura em vigor ou mesmo não correspondem à abrangência da descrição do item da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM);
b.Classificar sem levar em consideração os mesmos níveis hierárquicos da nomenclatura, ou seja, deve-se comparar a codificação na mesma estrutura (posição com posição, uma subposição com outra e assim por diante);
m.O erro mais frequente ocorre quando o enquadramento tarifário é definido sem que se conheçam todas as características técnicas da mercadoria a ser classificada.
Fontes:
ComexBlog e Edição 442 do Sem Fronteiras
O Brasil e as duas Chinas » Artigos » Instituto Millenium
19 de janeiro de 2012
Autor: Ricardo Galuppo - Convidado
Por mais que se fale sobre a China, sempre existe algo novo para se dizer – e a impressão que se tem diante dos movimentos do gigante é a da impossibilidade de conter sua voracidade.
O apetite da potência oriental pela ampliação de sua presença no mundo parece não ter limites e não existe lugar onde suas empresas já não tenham fincado bandeira.
Com planejamento e disciplina, as companhias aprenderam com uma velocidade espantosa as regras de sobrevivência no mercado ocidental e hoje não há país em que não atuem.
Agora, conforme reportagem nesta edição do Brasil Econômico, a China manifesta seu interesse na América Latina e já se apresenta como alternativa a países que até muito pouco tempo atrás tinham apenas o Brasil como parceiro comercial.
Eis o ponto. Se o Brasil não se preparar para um jogo comercial que promete ser duro, não haverá laços históricos nem interesses ancestrais que manterão sua posição de liderança no comércio regional.
Se alguma providência não for tomada – e com urgência -, o conforto que ainda existe nas relações do Brasil com os países do Mercosul e com os vizinhos que não integram o bloco logo desaparecerá.
A questão é muito mais séria do que parece. Nos últimos anos, a China tem ampliado seus negócios com o Brasil de tal forma que, em 2009 (ano em que a economia mundial entrou em colapso), tem sido a grande responsável por manter a situação sob controle. Suas importações de minério de ferro e de soja cresceram naquele ano e o Brasil, num cenário nebuloso para todos os vizinhos, acabou não sofrendo tanto.
Isso deixou (e ainda deixa) o país numa posição dúbia quando o tema é seu relacionamento comercial com Pequim.
De um lado, a China é o parceiro que, no momento de dificuldade, ampliou seus negócios e impediu que o Brasil sofresse os mesmos problemas que outros países exportadores enfrentaram quando os Estados Unidos e a Europa perderam o fôlego.
Do outro, a China é o concorrente imbatível e nem sempre leal que, de uma hora para outra, colocou em risco a indústria têxtil, a indústria de confecções, a indústria siderúrgica – e agora começa a ameaçar as montadoras de automóveis, as construtoras e muito mais. Qual das duas Chinas prevalecerá nas relações com o Brasil daqui por diante?
Até aqui, todos os movimentos do governo brasileiro têm indicado que a segunda China (ou seja, a que manda dinheiro para o Brasil em troca de commodities) tem merecido a preferência de Brasília.
Para satisfazê-la, o país inclusive fechou os olhos para a competição nem sempre leal que a agressividade exportadora da China submeteu os concorrentes brasileiros. Agora, no entanto, o gigante começa a perder o fôlego.
Este ano, o crescimento chinês deverá ficar um pouco abaixo dos 8%. É um número portentoso, sobretudo num cenário em que a maior parte do mundo enfrenta um cenário recessivo que tem resistido a uma série de medidas.
A preocupação está no fato de que a China, no ano passado, cresceu na casa dos 9% – contra expansões sempre superiores a 10% nos anos anteriores.
Nesse caso, o Brasil nem terá mais os benefícios de uma parceria comercial sempre em expansão, tampouco terá uma indústria capaz de resistir aos manufaturados chineses nos principais mercados do mundo.
Fonte: Brasil Econômico, 18/01/2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Impulsan una ley para favorecer la inmigración profesional frente a la no calificada
É válida arbitragem para resolver litígio trabalhista (com a ONU), diz TST
RR-87985-12.2005.5.10.0007
Fonte: Consultor Jurídico
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Without Free Knowledge
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Ajudem a UFMG a vencer a Competição Internacional de Arbitragem - VIS MOOT
Eu vou ajudar, mas eles precisam de mais apoio.