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terça-feira, 23 de maio de 2017

Executar empresas no exterior - Mongólia e EUA - encontrar bens





Segue uma interessante troca de emails. 






Boa Tarde Dr. Adler

Gostei muito do seu Blog, conteúdo excelente!

Gostaria de tirar uma dúvida, estou executando uma empresa cuja matriz fica no exterior (Estados Unidos e Mongólia), porém não há patrimônio na filial da empresa no Brasil, tampouco na pessoa física dos sócios.

Existe algum site de cadastro de pessoas jurídicas nesses países (como a JUCESP daqui), no caso o documento utilizado lá é o TIN ou EIN certo? E existe algum instrumento judicial para bloquear contas bancárias do exterior?

O que você me recomenda?

Agradeço desde já a atenção.

Diana

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Cara Dra. Diana

Muito obrigado por escrever e por ler o blog.

O que eu costumo fazer em casos como o seu é pedir um relatório do tipo "credit report". Há várias empresas internacionais que fornecem este serviço. Eu tenho experiência em consultá-las.

Outra medida é pedir aos meus escritórios correspondentes que obtenham cópia do contrato social da empresa e também informações sobre os diretores.

Eu tenho um bom correspondente em Miami e conheço também um escritório chinês que tem filial na Mongólia. Seria um prazer ajudá-la neste caso.

Posso publicar sua mensagem no blog, trocando o nome?

Abraços,

Adler
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Bom dia Dr. Adler

Agradeço pela rápida resposta, pode publicar sim.

Tentarei obter o relatório mencionado, quaisquer eventuais dificuldades entrarei em contato.

Abraços


Dra. Diana

sábado, 17 de novembro de 2012

Nova paralisação da Receita Federal nos portos. E o meu contrato, como fica?


Eu sempre alerto meus clientes e alunos para duas situações que ocorrem com frequência, mas das quais ninguém costuma se lembrar

i) guindastes quebram e cargas vão ao mar;

ii) a Aduana brasileira faz greve todo ano.

Sobre esta última situação, vale lembrar que semana que vem haverá novas paralisações. Ou seja, com exceção das situações emergenciais, nenhuma mercadoria será liberada no porto.

Os resultados são previsíveis. Do lado econômico, prejuízos. Do lado jurídico, o exportador que só receberia depois da inspeção de entrega ficará furioso com o importador. O cliente final brasileiro, que está esperando a mercadoria, ficará também furioso com a Trading Company.

É por isso que todos os contratos de importação devem conter uma cláusula dizendo que greves e paralisações constituem caso de força maior e que, nesses casos, a execução do contrato ficará suspensa.

Acreditem em mim, isso pode evitar a falência de uma empresa.

Sobre a greve, não sou contra. A situação dos portos brasileiros é ridícula, beirando o delírio da loucura. Comparem com os portos de Singapura, Hong Kong e mesmo os do Chile. Deve ser horrível trabalhar nessas condições.

Abaixo, o comunicado do Sindifisco sobre a paralisação.



Segunda-feira é dia de desembaraço zero


Segunda-feira (19/11) será a oportunidade de os Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) intensificarem as ações de mobilização em prol da Campanha Salarial com mais uma semana de desembaraço zero nas unidades aduaneiras de todo o país. Até a sexta-feira (23/11), nenhuma mercadoria será desembaraçada, com exceção de perecíveis, inflamáveis e medicamentos.
A iniciativa é fruto de deliberação da Assembleia Nacional Extraordinária, ocorrida dias 30 e 31 de outubro, e deverá se repetir entre os dias 10 e 14 de dezembro. A primeira semana de intensificação foi de 22 a 26 de outubro. Nos demais períodos, a operação-padrão prossegue nos moldes atuais. 
A DEN (Diretoria Executiva Nacional) conclama todos os aduaneiros a participarem do movimento.

inBoletim Informativo - Ano III Nº 789, 19/11/2012